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JORNALISMO

Daniel Brunet começou a trabalhar como repórter em 2002. É formado em Comunicação Social e pós-graduado em Análise de Política Pública, pelo Instituto de Economia, da UFRJ.

Em mais de 15 anos de carreira, escreveu matérias sobre segurança pública, eleições, administração pública, sistema de Saúde e Poder Judiciário. 

Venceu o prêmio SindhRio de Saúde e Jornalismo 2015, na categoria website, com a série “Unidade nova, problema velho”, sobre as novas emergências do sistema municipal de saúde.
Foi finalista do Prêmio Embratel 2011 com a série “Crise na saúde”. O trabalho mostrou que, por dia, 8 pessoas morrem na fila de espera do CTI público, no Rio.
Recebeu menção honrosa no Prêmio da Associação de Magistrados do Brasil (AMB) de 2010.
Faturou o prêmio de melhor reportagem da Associação de Imprensa da Barra (AIB), em 2010.

Abaixo, algumas matérias que guardam grandes histórias:

 

REPORTAGENS

CRISE NA SAÚDE

O Globo

A série de matérias foi publicada durante seis dias, entre 16 e 21 de novembro de 2010. Mostrou, pela primeira vez, o número de pacientes que morrem na fila do CTI público: 8,6 pessoas por dia. A série contou que muitos conseguiam ordem judicial de internação, mas nem assim eram aceitos nos hospitais. Uma das matérias mostrou que a baixa cobertura na Atenção Básica provocava lotação nos hospitais. Naquela época, por exemplo, a cobertura na cidade do Rio era de 16% (chegou a quase 70% em 2016). Outra apontou o sucateamento das ambulâncias do Samu. A série foi finalista do Prêmio Embratel em 2011.

BATALHÃO DO GATILHO

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O Globo

A matéria mostrou que 7º Batalhão da PM (São Gonçalo) do Rio era o quartel com mais policiais denunciados por encobrirem assassinatos em autos de resistência. O MP analisou 168 autos, feitos a partir de 1998, e encontrou falhas em dezenas. Com isso, 70 policiais foram denunciados. A foto acima é do pai de uma das vítimas. Os casos foram para a  juíza Patrícia Acioli, que deu longa entrevista para esta matéria. Só impôs a condição de não ter o rosto fotografado. A magistrada, na conversa, disse que não tinha medo de ameaça de morte. Acabou assassinada nove meses depois com 21 tiros. O crime foi cometido por PMs.

ALEMÃO E VILA CRUZEIRO

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O Globo

Uma megaoperação de policiais militares, policiais civis e militares de Exército e Marinha ocupou o Complexo da Vila Cruzeiro, dia 25 de novembro de 2010, e do Alemão, dois dias depois. 
Brunet entrou na Vila Cruzeiro dentro de um blindado dos Fuzileiros Navais. O que lhe rendeu uma experiência única e matéria para o jornal.

Este, sem dúvida, é um dos capítulos mais marcantes da história da segurança pública do Rio. Quem esteve lá viu a esperança brilhar nos olhos dos moradores. Mas, anos depois, aquela política de segurança fracassou.

 

AS OSS DA SAÚDE

Blog Emergência - O Globo

A série “Unidade nova, problema velho", de novembro de 2014, revelou que a chegada das Organizações Sociais não mudou o sistema de saúde como prometido. Pelo contrário, velhos problemas permaneceram, como suspeitas de superfaturamento e filas de espera. Uma das matérias mostrou que a OS do Hospital Espanhol administrava o CER Leblon e contratou a Lab JB Diagnósticos para fazer exames lá. Sabe onde funcionava o laboratório? Dentro do Hospital Espanhol.
A série faturou o Prêmio do Sindicato dos Hospitais do Rio (Sindhrio), na categoria Website, em 2015.

RAPOSA DO GALINHEIRO

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O Globo

Parecia apenas mais um caso de policiais envolvidos com ladrões. Na madrugada de 27 de agosto de 2010, a polícia prendeu uma quadrilha que roubava cabos de energia. De manhã, ao começar a apurar o assunto, Brunet reparou que o nome de um dos presos era o mesmo de um juiz militar que entrevistara na tarde anterior. O repórter foi até suas fontes e confirmou se tratar da mesma pessoa. Ou seja: um capitão da PM que julgou policiais numa tarde foi preso horas depois acusado de roubo. Só o jornal O GLOBO mostrou que aquele episódio não era apenas mais um roubo com ajuda de policiais.

INFÂNCIA PERDIDA

Blog Emergência - O Globo

A matéria foi publicada no Dia das Crianças de 2016. Quando muitos pequenos festejariam a data em casa, outros estariam no Instituto Fernandes Figueira, no Rio. Eram crianças com doenças crônicas que já haviam recebido alta médica. Só que continuavam internadas, pois dependiam de aparelhos de saúde. A prefeitura deveria contratar homecare para que os pacientes pudessem ir para casa. Mas... este serviço é caro. Nem todos conseguem. A matéria contou o drama dessas famílias. Nos dias seguintes, duas das crianças mostradas na reportagem ganharam homecare e foram para casa.

 

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